O Ministério Público de Contas (MPC) deu início ao sistema de cobrança administrativa de ex-gestores condenados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por má aplicação de recursos públicos. Somente em três municípios do sul de Roraima, o dano ao erário ultrapassa os R$ 7 milhões.
A cobrança é feita por meio do programa de Acompanhamento de Cumprimento de Decisão (ACD). Já foram notificados a ressarcir aos cofres públicos ex-prefeitos e ex-presidentes das Câmaras de Vereadores dos municípios de Caroebe, São Luiz do Anauá e São João da Baliza.
As condenações por má aplicação dos recursos públicos ocorreram entre os anos de 2005 e 2012. Em Caroebe, há condenações em 32 processos, totalizando uma dívida de R$ 5,8 milhões. No município de São Luiz do Anauá, o dano foi avaliado em R$ 352 mil, com a condenação em 23 processos. Já em São João da Baliza, os ex-gestores que foram condenados em sete processos terão que ressarcir aos cofres públicos R$ 1,2 milhão.
O Ministério Público de Contas tem a missão constitucional de dar cumprimento às decisões proferidas pelo TCE. A cobrança consta de notificação para recolhimento do débito bem como de expedição de certidão de título executivo. A atividade é realizada em parceria com o Tribunal de Contas, que é responsável pela atualização dos débitos.
De acordo com o procurador-geral de Contas, Paulo Sérgio Oliveira de Sousa, as cobranças serão ampliadas para todos os municípios e órgãos do Estado. Uma parte dos valores deverá ser ressarcida aos respectivos municípios e a outra deverá ser recolhida ao Fundo de Modernização do Tribunal de Contas.
“Com esse dinheiro os atuais gestores poderão investir mais nos municípios, como nas áreas de saúde, educação e infraestrutura”, explicou o procurador-geral.



