O Ministério Público de Contas (MPC) instaurou dois Procedimentos de Investigação Preliminar (PIP) para apurar possíveis irregularidades na Prefeitura do Cantá. Em diligência realizada na semana passada, técnicos encontraram inconsistências em processos licitatórios referentes à compra de bens e serviços.
A denúncia partiu da Câmara Municipal, após relato de malversação dos recursos públicos. A informação também envolve desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo de Participação do Município (FPM), nepotismo e uso de bens públicos para fins eleitorais.
Em análise preliminar da documentação arrecadada, os técnicos encontraram inconsistências, como: falta de assinatura, pagamento sem liquidação, processos sem tramitação na capa, ausência de número de páginas - inclusive, o próprio processo está sem numeração -, processos contendo apenas cópias de cheques e outros com notas fiscais pagas pela prefeitura sem qualquer especificação de qual seria o serviço ou objeto contratado.
Esses fatos apontam indícios de que os processos foram "montados" após o seu pagamento, para dar aparência de legalidade. A documentação será analisada e, caso se confirmem as irregularidades, serão encaminhadas representações aos órgãos competentes.
NEPOTISMO - Entre os processos com suspeita de fraude licitatória, chamam atenção dois deles para locação de veículos na modalidade Carta Convite, onde a vencedora em ambos os certames foi uma nora do prefeito Josemar do Carmo. O prefeito também nomeou uma filha para exercer o cargo de secretária municipal de Assistência Social.



